segunda-feira, 20 de junho de 2016

Heróis do passado: Toni Kukoč

Pippen marcando seu futuro companheiro Kukoc
   Em nossa série hoje relembraremos um dos grandes estrangeiros que passaram pela NBA, um excelente jogador, dono de um arremesso de muita qualidade, membro de uma dinastia do Chicago Bulls e da melhor equipe da história (Bulls 1995/96).
   Kukoc nasceu e cresceu na Croácia, seu pai amava esportes e tinha sido goleiro em um time da sua cidade natal Split. Quando jovem, graças a suas habilidades atléticas, jogou tênis de mesa e futebol, com um bom destaque no primeiro, com inúmeras conquistas, mas logo decidiu jogar basquete. Aos 17 anos começou a jogar pelo clube de sua cidade natal, Jugoplastika Split, onde foi três vezes campeão da Euroliga de forma consecutiva entre 1989 e 1991, sendo o MVP das Finais duas vezes. 
   Depois foi jogar basquete no Benetton Treviso, onde foi campeão italiano, da copa da Itália e novamente da Euroliga, mais uma vez sendo o MVP das finais. Por conta de suas habilidades nos anos 90 ganhou uma série de apelidos: A aranha de Split, o mágico branco, o garçom e o croata sensação. Aqui entra um fato interessante, ele já havia sido selecionado na 29° posição da segunda rodada pelo Chicago Bulls, mas foi jogar apenas em 1993 com a aposentadoria de Michael Jordan.
   Nesse ponto a história se cruza com a final olímpica, em 1992 o Dream Team enfrentou a Croácia, no livro Michael Jordan: a história de um campeão e o mundo que ele criou, tem uma passagem que conta que Jordan e Pippen não queriam saber sobre a Sensação Croata, que os dirigentes do Bulls queriam contratar. Ambos disseram que não iriam deixar o ala jogar, a fim de que não fosse contratado pela equipe de Chicago, mas de nada adiantou o croata jogou bem terminando com 16 pontos, 9 assistências e 5 rebotes.
3 x Campeão da NBA com o Bulls
   Sua estreia na NBA foi em novembro de 1993, vindo do banco como reserva de Pippen e Grant, teve médias de 10.9 pontos, 3.4 assistências e 4 rebotes por partida. O ala poderia fazer várias funções, por conta de seus 2,11 m e sua agilidade poderia atuar como pivô, ala/pivô ou ala armador. Com a saída de Grant na temporada de 1994/95 tornou-se titular, sendo o segundo da equipe em pontos (15.7), rebotes (5.4) e assistências (4.6), onde teve sua melhor média da carreira de aproveitamento 50,4%. O melhor veio na temporada seguinte, quando começando do banco foi o sexto homem do ano e fez parte do melhor time da história com um recorde de 72-10, sendo o terceiro maior cestinha da equipe e de quebra foi o último jogador a vencer o prêmio de Sexto Homem do Ano e o Título da NBA.
 
Bucks foi sua última equipe
 Kukoc continuou no Bulls até a temporada de 1998/99 onde liderou a equipe em pontos, assistências e rebotes, com médias de 18.8 pontos, 7 rebotes e 5.3 assistências. Era o único remanescente da equipe do segundo three-peat do Bulls, então foi trocado para os Sixers, Hawks até chegar o Bucks onde jogou por quatro temporadas. Ele se aposentou em 2006, quando não recebeu propostas nem de Bucks ou Bulls, que eram suas prioridades para jogar por ser perto de sua residência. Ele encerrou a carreira com médias de 11.6 pontos, 4.2 rebotes e 3.7 assistências, na NBA foi 3 x Campeão da NBA, 1 x Sexto Homem do Ano, All-Rookie Segundo Time e no basquete europeu foi 3 x Campeão da Eruoliga, 2 x Campeão do Eurobasket, 4 x Campeão da Liga Iugoslávia, 2 x Campeão da Copa Iugoslávia, 1 x Campeão Italiano, 1 x Campeão da Copa da Itália, 3 x MVP das finais da Euroliga, 4 x Mister Europa Jogador do Ano, 5 x Euroscar Jogador do Ano, 1 x MVP do Eurobasket e eleito um dos 50 melhores jogadores da história da FIBA.
   Com certeza sua carreira é louvável, tendo sucesso na Europa e na NBA, o Croata Sensação deixou sua marca na NBA e faz parte da história do basquete mundial. Fica aqui a nossa singela homenagem.



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