Pular para o conteúdo principal

Heróis do passado: Dolph Schayes

Fazendo história por onde passou
   Hoje em nossa série relembraremos a carreira de Dolph Schayes, um dos grandes nomes do basquete dos anos 50 e 60, fez seu nome jogando pelo Syracuse Nationals e Philadelphia 76ers. Depois de atleta ainda atuou como treinador de sucesso, para quem não conhece essa lenda vale a leitura.
   Nascido no Bronx, Nova Iorque, filho de imigrantes Romenos começou a jogar basquete na escola por Creston Junior High School 79 e posteriormente por DeWitt Clinton High School, no Bronx em Nova Iorque onde foi campeão municipal. Na universidade jogou basquete por NYU, de 1944 a 1948, quando calouro tinha 16 anos e ajudou a equipe a chegar a final da NCAA. Ele concluiu o curso de engenharia aeronáutica, foi All-American e venceu o Prêmio Haggerty para o melhor jogador de basquete universitário de Nova Iorque do Ano. Seu treinador de NYU disse que era preciso tirá-lo do ginásio, pois em todo tempo livre que tinha ia para lá treinar.
Um dos melhores da história
   Sua carreira profissional começou em 1948 quando foi a 4° escolha do Draft da BAA pelo New York Knicks, e também pelo Tri-Cities Blackhawks da NBL. Os Blackkawks negociaram os direitos com o Syracuse Nationals, que lhe ofereceram um contrato de 7500 dólares (atuais 73900), o dobro que tinha sido oferecido pelos Knicks, o que influenciou sua ida para Syracuse.
   Já na sua primeira temporada foi eleito o Novato do Ano, com médias de 16.8 pontos, 4 assistências, na época os rebotes não eram contabilizados. Em sua segunda temporada os Nationals mudaram-se para a NBA, pela fusão de BAA e NBL. Nessa temporada teve média de duplo-duplo, algo muito constante em sua carreira, só não acontecendo nas suas duas últimas temporadas, ele teve médias de 17 pontos e 16.4 rebotes. Seus 2,03 m eram muito favoráveis, e lhe davam grande vantagem na época como pivô/ala-pivô, associados ao seu arremesso com um grande arco que era imparável, de sua infiltração e arremesso de longa distância. Sua maneira de jogar modificou a NBA, começando assim a surgir os jumpshots.
   Curiosamente ele quebrou seu braço direito lhe deixando uma temporada engessado. Porém, essa lesão melhorou seu jogo, pois ele aprendeu a arremessar com a mão não dominante, tornando-o um dos melhores e últimos arremessadores com ambas as mãos, o que lhe tornava extremamente difícil de ser marcado. Seu jogo sempre evoluiu e na temporada de 1954/55 foi campeão da liga com médias de 18.5 pontos e 12.3 rebotes na temporada regular e de 19 pontos e 12.8 rebotes nos Playoffs, sendo decisivo para o título.
   Seus feitos na NBA são inúmeros, foi o primeiro atleta a ultrapassar os 15000 pontos, foi o primeiro a acumular 30000 pontos+rebotes+assistências, jogou 706 partidas consecutivas, detêm o recorde de lances-livres consecutivos em uma partida (18) e liderou a liga três vezes em percentual dos lances-livres. Na carreira foi 12 x All-Star, 6 x All-NBA Primeiro Time, 6 x All-NBA Segundo Time, 1 x Líder em rebotes, por três vezes ficou perto de ser o MVP da liga, quando se aposentou em 1964 liderava a NBA em jogos (996), lances-livres convertidos (6712), lances-livres tentados (7904), faltas pessoais (3432), segundo em pontos (18438) e terceiro em rebotes (11256). Foi selecionado para a equipe da NBA 25 Anos como um dos 12 melhores da história, e é um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos, membro do Hall da Fama e tem o número 4 aposentado pelo Philadelphia 76ers.
Cerimônia de aposentadoria de seu número
   Após a carreira como atleta tornou-se treinador, ainda como atleta em 1963 ocupou as duas funções até 1964. Depois de deixar as quadras como jogador seguiu mais três anos como técnico, em 1966 foi o treinador do Ano. De 1966 a 1970 trabalhou como supervisor de arbitragem da NBA. Podemos dizer de Schayes fez de tudo na carreira, desde ser um exímio atleta que mudou a forma de jogar até supervisor de arbitragem, e com uma trajetória tão brilhante e interessante, não poderia ficar de fora da nossa série.



Comentários

Mais Visitadas

Dikembe Mutombo, o Humanitário

Quem viu a NBA nos anos 1990 lembra de Mutombo, o jogador de 2,28m, pra gonário do África e que foi estudar nos EUA, mas acabou na NBA. Mutombo se aposentou em 2009, mas apenas das quadras.. .  Dikembe Mutombo nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como o sétimo de dez filhos de Samuel e Biamba Marie Mutombo. Em 1987, ele foi para os Estados Unidos com uma bolsa acadêmica para estudar na Georgetown University, em Washington, DC. O objetivo era seguir uma carreira médica, mas seu talento chamou a atenção do treinador John Thompson, que o convidou para fazer parte do time da universidade. Com 2,18 metros de altura, Mutombo logo se destacou, mas concluiu a graduação. Desculpa, graduações - Linguística e Diplomacia - e tornou-se, ao longo do tempo, poliglota, dominando nove idiomas, entre eles cinco africanos. Mutombo ficou na NBA por 18 anos, após ser draftado pelo Denver Nuggets, em 1991, na quarta posição. Sua última temporada foi representando o Houston Roc...

Educação Física e Esporte

 O esporte só atinge a maioria dos adolescentes se a Educação Física Escolar existir com qualidade, infraestrutura, inclusão e equidade. por antoniodivico . De Visualmente .

Lives 13 (Edição 2020)

Apesar do estresse que 2020 gerou, especialmente por causa do SARS-CoV-2 e da COVID-19, pode-se dizer que realizamos algumas coisas que não imaginávamos no final de 2019 ou mesmo nos primeiros dias de 2020. Nossa ação com o Mais Basquete também foi muito diferente. Realizamos uma série de entrevistas, bate-papos que denominamos de  Lives 13 , em alusão ao décimo terceiro aniversário do Blog que criei em 2007 e que já havia gerado a Revista Mais Basquete , o livro Em busca de mais basquete: feedbacks e insights . e a compilação de algumas crônicas que, divertidamente denominamos Calexdoscópio: fragmentos, reflexões e memórias . Os livros foram publicados em parceria com o Centro Esportivo Virtual . As Lives 13 , realizadas e gravadas em vídeo, reuniram personalidades do nosso basquete - ex-atletas, técnicos, professores - em torno de debates diversos sobre a modalidade. Nem haviam sido publicados, pois o objetivo era editar com vinhetas e embelezar o início e o final de cada vídeo. ...

RSS do Mais Basquete