sábado, 18 de abril de 2015

Heróis do passado: Isiah Thomas

Mr. Wonderful
   Hoje a nossa série vai falar sobre um dos Bad Boys de Detroit, o líder dos Pistons, um exímio armador que marcou a história da NBA com sua forma de jogar. Nosso homenageado é o bicampeão da NBA e membro do Hall da fama, Isiah Thomas.
   O jovem nascido em Chicago, Illinois, é o caçula de nove irmãos, para poder jogar basquete acordava as 5:00 da manhã e ia até o outro lado da cidade, jogava para St. Joseph, uma escola privada. Em seu primeiro ano levou a equipe para as finais estaduais e foi considerado um dos melhores prospectos para o basquetebol universitário.
   Thomas foi recrutado pelo Indiana Hoosiers, por Bob Knight. O armador escolheu jogar em Indiana, pois acreditava que ficar longe de casa e a disciplina de Knight seriam boas. O armador teve de se adaptar ao estilo disciplinador de Knight, sendo expulso de um treino e uma vez ouvindo de Knight que ele devia jogar em DePaul. Porém rapidamente provou suas habilidades como jogador e se tornou o queridinho da torcida, Thomas foi apelidado de "Mr. Wonderful", e por sua altura era chamado de "Pee Wee" por Knight. Em seu primeiro ano levou os Hoosiers ao título da conferência Big Ten e ao Sweet sixteen. No ano seguinte, 1980-1981, Thomas já era o capitão da equipe e tinha uma relação muito próxima a Bob Knight, nessa temporada levou a equipe a mais um título de Big Ten e ao campeonato da NCAA, onde foi eleito o MOP (Most Outstanding Player) e tornou-se elegível para o Draft da NBA.
   No Draft de 1981, o Detroit Pistons o selecionou na 2° posição, e em seu primeiro ano foi eleito para o All-Rookie First Team e para seu primeiro All Star Game. Thomas conseguiu levar os Pistons aos Playoffs, mas sucumbiram aos Knicks de Bernard King. Em 1985 foram aos Playoffs, chegaram até as semifinais de conferência e perderam para o fortíssimo Boston Celtics de Larry Bird. Em 1987 perderam nas finais de conferência para os Celtics. Em 1988 chegaram as finais contra os Lakers, jogando muito Thomas entrou para a história da NBA anotando 25 pontos em um período, além de jogar mancando por uma torção severa em seu tornozelo, porém não foi dessa vez que ele levantou a taça. 
   A redenção chegou na temporada de 1988/1989, quando os Bad Boys começaram a dominar o basquete, jogando com muita força, na maioria das vezes de forma excessiva e desleal, os Pistons chegaram a um recorde de 63 vitórias e 19 derrotas. Bateram os Celtics, bateram os Bulls de Michael Jordan e chegaram as finais contra os Lakers para uma revanche, e levaram a taça de forma invicta, 4 a 0 na série. Na temporada seguinte, com Thomas MVP da temporada (médias de 27.6 pontos, 7.0 assistências e 5.2 rebotes), chegaram mais uma vez as finais e bateram o Portland Trail Blazzers de Clyde Drexler. Os Pistons ainda foram uma equipe competitiva, mas não foram mais páreo para os Bulls, ainda houve um episódio que marcou o fim da era dos Bad Boys, quando saem de quadra com o jogo perdido para o Bulls e com segundos ainda por jogar (assistir o vídeo acima), dizem que devido a essa atitude Thomas ficou de fora do Dream Team de 1992. Com problemas de lesões o armador decidiu aposentar-se em 1994, e mesmo assim parou um mês antes do previsto devido a uma ruptura no tendão de Aquiles. 



Um dos grandes da história
   Isiah Thomas deixou a NBA com 2x Campeão da NBA, 1x MVP das finais, 12x consecutivas All Star, 2x MVP All Star Game, 3x All NBA First Team, Líder da liga em assistências (1985), líder de todos os tempos dos Pistons em pontuação, roubos de bola, jogos e assistências, teve seu número aposentado (#11), eleito um dos 50 melhores jogadores da história da NBA, terminou a carreira com médias de 19.2 pontos, 9.3 assistências e 1.9 roubos de bola por jogo, é o quinto da história em assistências e o nono em roubos de bola.
   Thomas com certeza foi um dos grandes armadores da história, baixinho, ágil, com muita habilidade e facilidade para driblar, com um estilo de jogo refinado e que o facilitava para infiltrar no garrafão e pontuar. Amados por alguns e odiado por outros devido os anos de Bad Boys, foi deixado de lado do Dream Team, mas mesmo assim merece ser lembrado, fez história na liga e é um dos grandes da história, o maior de todos os tempos dos Pistons.
   
   
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