sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pra guardar na retina

É fácil falar de quem tá vencendo. Todos querem saber o que o jogador realiza a cada jogo. Isto me lembra os jogos do Chicago Bulls, nos anos 1990, quando acordávamos querendo saber o que o Jordan tinha "aprontado" na noite anterior - afinal, não tínhamos essa enxurrada de jogos diariamente na TV (agradeço ao desenvolvimento tecnológico!). Ou tentávamos observar os raros lances do Drazen Petrovic, um grande armador - dos que vi, se não existisse Magic Johnson, seria o melhor. 
Nos últimos meses venho observando com atenção este jovem do Golden State Warrions: Stephen Curry. O motivo é simples: sempre buscamos um grande líder, um organizador da equipe, James Harden (Houston Rockets)  também é talentoso, mas perdeu a chance de ser grande no Hornets. Antes eu acreditava que Rick Rubio seria a grande revelação da NBA como o armador, com a leveza de quem corre, usa de dribles desconcertantes e dá assistências como fazia na Espanha. Não o é e, principalmente, após as lesões de temporada passada. A fábrica de jogadores, a NCAA, não pára nunca!
Portanto, falar de Curry é pela curiosidade que tem me despertado: o que este guri fez ontem? A última, meus filhos nem deixaram eu despertar direito e já vieram me contar: errou arremesso, correu para a zona morta e chutou marcado. Eram três em cima dele! Então, tenho que ver o lance. Vou narrar? Não, olhem o vídeo (https://youtu.be/PxAeWZ5u1EE) e percebam que restam 8,9 segundos e o Golden State perde de 3 pontos.
Curry joga leve. Parece que está no playground, divertindo-se a tarde toda... E tem passes mágicos, que me lembram Magic Johnson. Então, sempre há uma expectativa de que jogo teremos acesso. Todos vimos o lance com o Chris Paul, há duas ou três semanas:  colocou no chão o CP4 com um movimento de pura habilidade com a bola - que deveria ser treino cotidiano de todo jovem jogador.

No caso, torna-se um detalhe a parte: Leandrinho entra e joga bola. Voltou e está tendo visibilidade no Golden State. É mais um brasileiro conquistando seu espaço e já não está mais naquela de é só um brasileiro a mais. é um carinha da terra, disputando play-off com grande chance de chegar na final da conferência e na final da NBA - três brasileiros nesta condição. 
Não é impressionante? E por aqui, como está o basquete? O basquete universitário vai aprender com a NBA e estruturar-se de verdade ou continuar com suas manobras nas matrículas dos escolhidos?


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