segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Em busca de mais basquete: a história de João e o necessário debate sobre formação


Oi meu nome e JOÃO eu e meus outros 2 amigos estamos interessado nesta equipe somos de campinas eu sou sub17 jogo de armador ou ala estava atuando no PR tenho 1,81 de altura, meu outro amigo MARCOS tb mora em campinas e sub17 atuava em XXXXX sao paulo ele tem 1,89 e ala pivo ou ala, o outro e sub16 tem 1,88 atuava na XXXXXX ele tambem e de campinas... estamos parados sem clubes a um mes proximadamente mais estamos treinando e um ritmo e queremos fazer testes pratico para atual ano que vem 
caso tenha interesse mantem contato cel XX XXXX-XXXX tim XX XXXX-XXXX claro nos ajude grato.

Pois é, a situação do basquete brasileiro nos leva a atitudes desesperadas como essa - um guri procura na internet algum clube fora do grande eixo e sai desesperadamente em busca de um espaço nessa equipe. Talvez não seja um expoente na sua categoria, mas se bem trabalhado poderia tornar-se um. No entanto, quer correr para o fim do RS em busca de uma oportunidade. O normal é os gaúchos correrem para SP em busca da tacada final.

O que ocorreu com o basquete nos últimos 20 anos é assustador. Canso de falar disso aqui, partindo de minha experiência no RS, mas tendo oportunidades de conversar e trocar experiências com pessoas qualificadas de SP, RJ, MG, NE e estão todos no mesmo nível: à míngua  SP mantém-se pela força da estrutura que construiu no passado, mas já temos sinal da crise que também o ataca: o feminino já ruiu, a base não é a mesma, várias equipes tradicionais fecharam e os jogadores são cada vez menos preparados - tanto tecnicamente como academicamente (basta ler o e-mail que reproduzi acima).

A responsabilidade disso é de quem? Quem deixou de fazer o que era correto, necessário e prejudicou o desenvolvimento do basquete em cada cidade, em cada Estado? A crise é nacional, mas a base do problema é estadual. Como uma federação esportiva depende somente da confederação para sobreviver? Como a confederação vai injetar milhões nas federações sem prejudicar o trabalho com seleções, nacionais de base e etc.? 

Temos que ter uma política esportiva séria em cada Estado, cuidar dos clubes locais, em cada região de cada Estado e fomentar, com urgência, o desenvolvimento do esporte escolar. Quem sabe assim gurizada como o João e o Marcos (nomes fictícios) conseguem permanecer em seus municípios, estudar e colocar o basquete como plano B e não ao contrário?
Postar um comentário