terça-feira, 22 de novembro de 2016

Vida longa aos pivôs

Embiid ressalta a posição 

   Já fazem quatro anos que a NBA eliminou a posição de pivô da votação para All-Star, optando por três jogadores de frontcourt ao invés de dois alas e um tradicional cinco.
   O novato Joel Embiid, dos Sixers, é um legítimo pivô com aspirações de chegar ao espetáculo de fevereiro algum dia. Ele vê a jovem safra de jovens com pivôs altamente talentosos estabelecendo-se na liga, esperando que algum dia a posição voltar a se destacar durante uma era em que as equipes procuram por um grupo de atletas mais baixos.
   "Você tem KAT (Karl-Anthony Towns), você tem Myles Turner, Kristaps (Porzingis), então, muitos caras jovens, muitos pivôs dominantes, Andre Drummond. Eu espero que eles tragam de volta a posição de pivô para o All-Star. Por toda a liga há um monte de jovens pivôs, eu acho que estamos fazendo um retorno". - disse Embiid após a vitória contra o Heat na segunda-feira, de acordo com Jessica Camerato do CSN Philly.
   No momento em que a posição foi retirada, Stu Jackson, que era o presidente de operações, afirmou que o jogo estava evoluindo e se afastando dos pivôs tradicionais, e isso desempenhou um papel forte para a retirada da posição da votação.  Embiid tem apenas 10 jogos de experiência na NBA, mas parece que vai ser um All-Star nos próximos anos se continuar jogando assim. Ele gera muita mídia com seus tweets e posts engraçados, ao mesmo passo que vem destruindo nas quadras com os Sixers.
   Embiid está com médias de 18.4 pontos, 7.3 rebotes, 2.3 tocos e com 49,2% de aproveitamento, isso tudo em apenas 22,2 minutos por partida. 
Concordo com o Embiid em tudo. Primeiro a alguns anos a liga já não possui um pivô que domine o jogo e consiga carregar uma franquia nas costas. Segundo, acho que a ação de tirar o pivô da votação pela justificativa do papel dele no jogo ter diminuído até válida, porém, analisando os pivôs que jogam hoje na NBA, a posição tem que ser aberta a votação novamente. Embiid, Towns, Porzingis, Turner, são exemplos de pivôs versáteis, que adequaram-se ao jogo, chutam bem de todos lugares da quadra, driblam bem, passam, pegam rebotes e são ágeis demais pro seu tamanho.
   O ponto que quero chegar é, a votação deve voltar a ser por posição como antigamente, e os pivôs novos justificam isso. Me preocuparia muito mais em marca um cara de 2,21 m que chuta de três, pega rebote e dribla do que marcar um cara que chuta muitas bolas de três. Simplesmente porque o cara que chutar bem de três se marcado sobre pressão, vai errar, agora um cara de mais de 2,10 m que tem muitos recursos é um monstro quase imparável. 
   Como amante dos anos 90 e saudosista desse tempo, fico feliz com essa nova geração de pivôs porque, mesmo com novos recursos, vejo um pessoal que pode dominar uma equipe como outrora Shaq, The Drem, Patrick Ewing faziam.
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