Como se não bastasse a manipulação do processo eleitoral
do COB, as denúncias de inúmeros listeiros do CEV, jornalistas como José Cruz (Correio
Braziliense e no Blog do Cruz em http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdocruz/),
advogados (como Marcílio Krieger de SC), de Alberto Murray Neto (http://albertomurray.wordpress.com), membro do COB, a carta do prof. Ronaldo Pacheco (http://blog.cev.org.br/laercio/desculpas-aos-atletas-ronaldo-pacheco/) pedindo desculpas ao Esporte e aos atletas brasileiros, entre tanto outros fatos e ações contrárias a Olimpíada no Brasil, o prof. Laércio nos brindou com sua simplicidade e preocupação com o básico: a educação física do interior do interior de nosso Brasil, lamentando os milhões e prováveis bilhões que o país gastará com a candidatura e realização dos jogos no Brasil em prejuízo de sua população que ficará sem o básico: bolas para a prática esportiva.
· Será que ainda resta alguma dúvida da total inconveniência de tal evento em solo brasileiro?
· Não basta o Pan-Rio 2007 não ter deixado os legados prometidos: para a cidade, para a população e para o esporte brasileiro? Não são suficientes o estouro do orçamento do evento em R$ 3,6 bilhões? Os R$ 15 milhões de complementação para apresentação do documento final ao COI, pago a consultorias, com dinheiro público e sem licitações, parecem troco em moeda para cofrinho das crianças – o total chegou a R$ 100 milhões.
· Será que o programa Brasil Olímpico, uma candidatura passada a limpo, apresentado no sábado pela ESPN Brasil não mostrou o abandono de palcos esportivos, as terceirizações limitantes de vários espaços e mudança de utilização de arenas, como a de basquete que virou palco de shows, os apartamentos que não foram entregues e foram super-hiper-megafaturados por construtora e banco financiador não mostram que vamos jogar mais dinheiro no ralo?
· Será que a inexistência de uma política de detecção de talentos, através do uso racional dos espaços construídos para o Pan do Rio, objetivando a detecção de talentos e massificação de atletas prometida para massificar o esporte nos espaços
· Será que seremos ingênuos de responsabilizarmos a crise pelo corte no orçamento do Ministério do Esportes em 2009 - passou de R$ 1,3 Bilhão para R$ 75 milhões - que terá para investir no esporte brasileiro exatos 75% do valor que "deu" para o COB organizar a candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016? Esse valor significa R$ 0,39 per capita. Dá um monte de esporte por aí...
· Até quando Brasil, até quando?
Estamos precisando de mais gente, mais brasileiros, dispostos a assumirem o Brasil e participarem da campanha:
Vai faltar bola no Maranhão:
que os Jogos Olímpicos de 2016 sejam em Madri.
Veja no link abaixo como Madrid tem piores condições que o Rio para realizar os Jogos Olímpicos e precisa do legado olimpico para sobreviver.


Mas aí - e até aqui - não escrevo nada de novo sobre o tema, só quero dar eco e maior visibilidade ao desenvolvimento do esporte praticado aqui e que o gasto de verbas públicas sejam para nós, brasileiros, e não para inglês ver ou americanos ou espanhóis. A globalizaçào não nos autoriza a sermos burros... Se o governo federal pode investir bilhões em uma edição dos jogos olímpicos pra turistas e mostrar a "grandeza da nação brasileira", penso que seria melhor investir os mesmos bilhões no esporte, na educação física escolar, nas quadras e ginásios epsortivos que as escolas necessitam, em materiais permanentes e de consumo e, quiçá, se alcançarmos resultados esportivos que nos coloquem entre as potências esportivas do mundo, concorrer para Rio-2028 ou Rio-2032 - se não crescermos em 20 anos de planejamento, não cresceremos nunca... Mas de Rio-2016, vou plagiar o Laércio, "tenho pena, vai faltar bola no interior do Maranhão".



2 comentários:
É isso aí Alex. E o pessoal ainda quer fazer Olimpíada no Brasil, enquanto faltam bolas de basquete.
Antes fossem só bolas Alberto ;
Mas falta-nos tb pistas, quadras e piscinas.
Aliás o que realmente falta é a tal da política de ESTADO de esporte.
BR
Postar um comentário