Apesar de estarmos dando um
passo importante para o basquete, alguns contestadores e militantes do basquete
- estão no mesmo por paixão ou por profissão - acabam tendo reveses que se
estendem as suas equipes, seus atletas... Isso além de ser rotulados. Mas já se
passaram quase dois anos e precisamos ser resilientes, fortes e contundentes
nas críticas e/ou elogios para avaliarmos a segunda metade da gestão da CBB, o
basquete de maneira geral e sermos protagonistas das mudanças necessárias e
ainda não implementadas.
A primeira coisa que eu tenho a
dizer é que me desculpem pelo erro de avaliação que fiz em 2009. Eu realmente
quis acreditar que todo o histórico do Sr. Carlos Nunes seria deixado de lado
pela idade que tem, pela possibilidade de deixar um legado positivo ao basquete
brasileiro, diferente do desmanche que foi praticado no RS nos 14 anos que
geriu a FGB em paralelo com a função de assessor da presidência na CBB. Eu não
entendo que tipo de acordo foi realizado para que ele se elegesse! Na verdade,
entendo e me envergonho disso: todos, eu inclusive, preferimos fazer que não
víamos o que ocorreu no RS só para nos livrarmos do Grego na CBB. Foi uma
escolha certa, mas alguns vícios permanecem...
Por isso, eu quis acreditar que
faria mais pelo basquete, que faria mais pelo RS (além de pagar uma parte do
aluguel da sede da FGB que ele mesmo vendeu sem o consentimento dos clubes),
que ajudaria os clubes menores, que cumpriria suas promessas... Eu sempre quero
acreditar nas pessoas que assumem o poder, mas elas se mostram ineficazes,
incompetentes, desinteressadas e descomprometidas com suas próprias promessas.
O Id manda, o ego fica descontrolado e o super-ego esquece que é o juiz. É um
caos de presunção! Eles só veem o prazer que pode ser satisfeito com o poder
que possuem e esquecem que precisam dosar suas ações.

