quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Enfim, o necessário debate...


Apesar de estarmos dando um passo importante para o basquete, alguns contestadores e militantes do basquete - estão no mesmo por paixão ou por profissão - acabam tendo reveses que se estendem as suas equipes, seus atletas... Isso além de ser rotulados. Mas já se passaram quase dois anos e precisamos ser resilientes, fortes e contundentes nas críticas e/ou elogios para avaliarmos a segunda metade da gestão da CBB, o basquete de maneira geral e sermos protagonistas das mudanças necessárias e ainda não implementadas.
A primeira coisa que eu tenho a dizer é que me desculpem pelo erro de avaliação que fiz em 2009. Eu realmente quis acreditar que todo o histórico do Sr. Carlos Nunes seria deixado de lado pela idade que tem, pela possibilidade de deixar um legado positivo ao basquete brasileiro, diferente do desmanche que foi praticado no RS nos 14 anos que geriu a FGB em paralelo com a função de assessor da presidência na CBB. Eu não entendo que tipo de acordo foi realizado para que ele se elegesse! Na verdade, entendo e me envergonho disso: todos, eu inclusive, preferimos fazer que não víamos o que ocorreu no RS só para nos livrarmos do Grego na CBB. Foi uma escolha certa, mas alguns vícios permanecem...
Por isso, eu quis acreditar que faria mais pelo basquete, que faria mais pelo RS (além de pagar uma parte do aluguel da sede da FGB que ele mesmo vendeu sem o consentimento dos clubes), que ajudaria os clubes menores, que cumpriria suas promessas... Eu sempre quero acreditar nas pessoas que assumem o poder, mas elas se mostram ineficazes, incompetentes, desinteressadas e descomprometidas com suas próprias promessas. O Id manda, o ego fica descontrolado e o super-ego esquece que é o juiz. É um caos de presunção! Eles só veem o prazer que pode ser satisfeito com o poder que possuem e esquecem que precisam dosar suas ações.
E nós – os clubes, os técnicos, professores de educação física, os atletas – somos ignorados. Então surge a Escola Nacional de Treinadores de Basquete (ENTB) e oferecem-nos uma clínica de 32 horas que desconsidera mais de 3 mil horas de estudo da universidade e creem que ela é suficiente para formar uma criança, um jovem atleta. Aceitam e promovem técnicos com credencias de “provisionados” vendidas pelo CREF para ex-atletas como se estes fossem especialistas em basquete só por terem sido atletas. Pensem naquele atleta descontrolado, que brigou com o Lula e desqualificou todo mundo de Brasília na véspera das finais do NBB, trabalhando com crianças...
Vejam bem, não sou contra o que chamo de cursinhos que a ENTB esta oferecendo. Eu os promovo aqui no RS quando tenho oportunidades. Estudar sempre é bom e conviver com outras profissionais é prazeroso e sempre nos permite aprender alguma coisa boa. Entretanto, a escola precisa ser mais consistente, ter seu material descentralizado (independente dos professores/técnicos registrados na CBB/ENTB participarem dos cursos ou não) e precisa ser de longo prazo (não apenas níveis que falsamente habilitam a ser técnico de determinada faixa etária).
Penso que é sensacional esse processo dialógico que temos pelo Clipping do Basquete, coordenado pelo Alcir, e o debate que outros blogs, listas de discussão e comunidades voltadas para o basquete também utilizam para o debate e elaboração de ideias que podem elevar o nível, fazer crescer o interesse pela prática do basquete e socializar a experiência gerencial para concretizar as mudanças necessárias. Então por que a CBB insiste em não divulgar seu projeto? Fortalece o basquete nos clubes de TODO o país? Massifica o basquete nas cidades do interior? Por que não se pode divulgar o que não se tem ou se quer manter escondido, protegido ou simplesmente por que administram de acordo com a maré... Colocar um gerente capacitado na LFB era o mínimo. Mas não, colocaram um empregado da Brunoro Sports que esta gerenciando verbas oriundas da Lei de Incentivo ao Esporte. Isso é sinal de, no mínimo, incompetência. Prestem atenção nisso!
Então, nesse processo todo, aprender com a experiência e até com consultorias de outras pessoas é sabedoria e não sinal de fraqueza. Fraqueza é acreditar que se sabe tudo e “pavonear” enquanto o basquete é quase o último de todos os esportes praticados no Brasil. Sejamos francos: nosso desejo, como praticante, é que seja o número 1, mas não estamos nessa posição e nem entre os 10 mais. Aquela lista pode ter a dificuldade da fidedignidade científica, mas
Há muito trabalho a ser realizado e nós que nos propomos a debater o basquete, expor nossos pensamentos, defender ideais, aprender com os outros estamos fazendo a nossa parte, tanto na forma de contribuição como em nossos locais de trabalho, com a formação de seres humanos e, quem sabe, de algum atleta que siga o caminho das quadras. E isso tudo enfrentando os reveses que os ameaçados por nossa coragem tentam nos infligir.  
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