sábado, 2 de julho de 2011

COADJUVANTES



Não me digam que o mundo perdeu suas fronteiras. Isso é figurativo, discurso dos países desenvolvidos para abrir mercados – para eles, pois vocês sabem a dificuldade que foi abrir espaços para jogar na Europa, Ásia ou EUA.
Não me digam que o Brasil e a Argentina são o mesmo povo, por que eles continuam amando o tango e nós o samba.
Não me digam que a guerra capitalismo x comunismo acabou, por que temos ditaduras torturando e matando em Cuba, na China e na Coréia do Norte.
As fronteiras, físicas, culturais e econômicas – continuam existindo e nos separando.
Essa é uma postagem dolorida, por que eu não deixo de admirar cada um dos atletas brasileiros e principalmente os do basquete, pois temos a mesma paixão. Embora tenha levado 14 dias para publicá-la, penso que ela é atual, necessária e defensora de nossa identidade e do basquete brasileiro.
Mesmo que eu faça críticas a vocês, em determinadas situação, e a CBB diariamente há 12 anos (tempo que os mais velhos estão vestindo a camisa da seleção), eu tenho absoluta certeza que os jogadores brasileiros tem mais consciência que os cartolas preocupados com questões, digamos, menos esportivas.
Portanto, ouso fazer esse puxão de orelhas em todos, de gritar pela atenção de todos e dar o seguinte depoimento: conquistando a vaga para Londres/2012 com Larry Taylor como membro da seleção, TODOS vocês mancharão suas carreiras. Hoje - e no futuro - as pessoas lembrar-se-ão disso. Além disso, TODOS SERÃO COADJUVANTES de dois hermanos e um americano. TODOS estarão afirmando: lutamos, sofremos, conquistamos espaços no mundo do basquete (ACB, Itália, NBB, NBA) e não conseguimos dominar as Américas, sendo que o Brasil é o segundo maior país da região, em extensão e contingente populacional.
Pensem nisso. Vocês estão aceitando serem COADJUVANTES e não assumindo a postura de protagonistas da retomada histórica do basquete brasileiro. Além disso, dezesseis de vocês estarão dizendo que Benite, Nezinho e Raulzinho não honram a camisa que vestem, não merecem estar no mundial de basquete.
Vocês nunca poderão sentir-se tão importantes e representantes do Brasil quanto Wlamir Marques, Ubiratan, Gérson, Israel, Carioquinha, Guerrinha, Oscar, Marcel, entre outros. Aliás, os dois citados tem dito muito sobre a temática em seus vídeos blogs.
Vocês serão os eternos COADJUVANTES!
Eu não sou contra vencer. Aprendi que a vitória só tem valor se for conquistada sob valores éticos em todos os passos da batalha: da preparação ao apito final. Usar do fair-play é condição sine qua non para que o prazer da vitória seja duradouro.
Portanto, saíam da passividade, assumam o comando de suas vidas e do basquete brasileiro. Líderes, como Alex, Guilherme, Marcelinho, Varejão, Splitter, Leandrinho e Huertas devem assumir suas responsabilidades nessa questão. Não alegar que “os atletas estão unidos”. Não sejam passivos. Não sejam COADJUVANTESSejam protagonistas da história do basquete. As próximas gerações agradecerão pelo exemplo de empenho e dedicação que estarão dando ao dizerem NÃO aos estrangeiros na seleção brasileira de basquete. Não a Larry James Taylor Jr. na seleção brasileiro como atleta.
Pensem nisso...
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