sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ga$tando com joguinhos


Jordan era cobrado acima dos demais jogadores por Dean Smith (Head Coach da Universidade da Carolina do Norte), provavelmente por reconhecer suas possibilidades mais amplas e sua ambição sem limites. Roy Willians (Assistente-Técnico de Dean Smith) também o fazia trabalhar mais nos treinos. Certa vez Jordan respondeu a um questionamento de Willians: “Eu dou duro como qualquer outro”. E Roy Willians argumentou: Mas, Jordan, você me disse certa vez que queria ser o melhor. E se quiser ser o melhor, tem que se esforçar mais do que qualquer um”. Após uma pausa, Jordan respondeu: “Treinador, eu entendo. Você vai ver. Fique de olho”.
Aqui a seleção brasileira começou errada com a tentativa de naturalizar o Sr. Larry Taylor e segue fazendo “coisinhas”. Veja bem, eu sou fã desses atletas e de outros que não estão no grupo, mas não passo a mão na cabeça de ninguém e nem quero que entendam meu ponto de vista para sermos amiguinhos, como a mexida em seus brios que tentei dar quando os chamei de coadjuvantes – o objetivo estava implícito e era em prol do nosso patriotismo. Entenderam isso?
Claro que seria interessante se me entendessem, pois teríamos um canal de diálogo disponível, atletas politizados, conscientes da importância que possuem para o torcedor de basquete, para nossa modalidade e, principalmente, saberiam a responsabilidade que recebem junto com o uniforme da SELEÇÃO BRASILEIRA DE BASKETBALL. Nem todos sabem disso – e essa frase é relativa ao conjunto da obra nos últimos anos. Nada específico para o momento.
Meu problema nos últimos dias é, como de praxe, a preparação para a competição, o planejamento em longo prazo (do Mundial 2010 a Londres 2010), médio prazo (mundial 2010 a pré-olímpico 2011) e curto prazo (pré-olímpico das Américas 2011 a pré-olímpico mundial 2012 ou Londres 2012). Aqui me incomoda a liderança e gerenciamento do Sr. Magnano, que preferiu circular pelo NBB e pela Seleçao de Desenvolvimento do que pela Europa, fazendo contatos mais significativos para o basquete tupiniquim, para o adulto que é o que paga seus polpudos salários.
Então, não creio que tenhamos esperado 12 meses para termos amistosos com Cuba, Venezuela e Panamá, sendo que Venezuela e Cuba estão no nosso grupo no pré-olímpico! Não dá para aceitar isso. Não dá pra ganhar da Argentina, que joga como os europeus, fazendo amistosos que não levam a nada; aliás, podem levar a lesões.  Pelo estilo de jogo da Argentina seria muito interessante jogar contra a escola européia, Sr. Magnano. Mas o senhor sabia disso, afinal trabalhou por lá e formou essa geração vencedora da Argentina, não é mesmo? E os jogos de sexta (Panamá), sábado (Cuba) e domingo (Venezuela) não serão transmitidos. E dê-lhe estatística! E dê-lhe distorções!
Parece que só quem esta de fora consegue visualizar o calendário internacional. Será que só os preparadores físicos fazem a planificação do treinamento na CBB? Será que os técnicos não dizem que era melhor uma semana na Europa com uma cansativa viagem, mas com jogos contra adversários mais qualificados?
Vou perguntar, mesmo sabendo a resposta: alguém na CBB lê o mais basquete? Não diz que não  lê que eu fico triste... Então, já que leem o mais basquete – e vamos ter que aguentar Cuba, Venezuela e Panamá e no final do mês tem o super four em Foz do Iguaçu – vou ousar sugerir que para o próximo planejamento, aquele de curto prazo entre o Pré-Olímpico das Américas 2011 e o Pré-Olímpico Mundial/2012 ou Londres/2012, teremos vinte e duas (22) seleções europeias de fora, quatro delas indo para o pré-olímpico mundial e as demais dezoito (18) já iniciando o ciclo olímpico para Rio-2016. Entenderam?
Agora, nesse final de semana, já deveriam ter agendado amistosos com esses europeus que também estão em preparação para o Pré-Olímpico Europeu (31/8 a 18/9). Grana tem, todos sabem disso.

Vou detalhar mais, quem sabe assim ouvem: façam amistosos dignos, que testem nosso esquema tático, que forcem nossos jogadores, que os preparem para o forte confronto com a Argentina, Porto Rico, República Dominicana, talvez Canadá e alguma surpresa que apareça por aí. Sempre aparece.
Façam amistosos contra europeus da próxima vez!
E ainda teremos a Copa Jenaro “Tuto” Marchando para a Eletrobrás (Super Four), de 24 a 26/08, em Foz do Iguaçu, onde enfrentaremos Canadá, Porto Rico e República Dominicana. Justo, afinal é o patrocinador do basquete e merecia mais do que um torneio por século, mas tinha que ser contra os principais adversários do Pré-Olímpico? Quer saber o que eles estão fazendo? Coloquem um olheiro seguindo as seleções. Não os tragam para cá. Não joguem contra eles. Por favor, dificultem o trabalho deles e façam o de vocês com maior qualidade.
Será que ninguém percebe o que esta ocorrendo com a seleção de futebol? Ninguém quer jogar com o Brasil, favorito ao título de 2014. Por quê?
Perdoem a ironia de hoje (sexta), mas acordei com a notícia desses amistosos e isso me faz pensar, novamente, por que trouxeram um argentino para comandar a seleção brasileira? Eles não levaram Wlamir Marques ou Coach K para ser o técnico deles quando não ganhavam nada. Valorizaram e deram experiências aos seus técnicos. Entre eles Sergio Hernandez, Marcelo Lamas e Rubén Magnano. A globalização não é desculpa para medíocres desqualificarem grandes nomes da história do nosso basquete.
Mas focando nos amistosos, o que não dá é sair pela América do Sul jogando com os pequenos, pois assim seremos pequenos, criaremos crise com os resultados negativos, já que os jogadores se poupam nessas ocasiões ou enganaremos a mídia e a torcida com resultados espetaculares.
Vamos guardar na memória parte da história do maior de todos os dias que para sermos o melhor, precisamos fazer mais que os demais. Jordan ouviu, fez a parte dele e deu no que deu.  Toda pré-temporada ele treinava um movimento novo, um jeito diferente de arremessar e somava isso ao seu repertório. Será que valeu o esforço?

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