quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ninguém é contra o basquete brasileiro


Aqui, pelo que me consta, ninguém é contra o Brasil. Refiro-me a maioria dos blogueiros de basquete, ex-atletas ou professores que escrevem da modalidade ou mesmo os membros do Clipping do Basquete, comandado pelo Alcir Magalhães. Aqui há vários pontos de vista e há várias formas de fazer a coisa funcionar, onde cada um de nós acredita que a sua proposta é a melhor existente. O que fazemos é provocar o debate, defender propostas e argumentar ao ponto de convencer o interlocutor de nossas ideias.
Por isso eu penso que não há desunião no basquete de forma geral, mas há pontuais desentendimentos e não tem como ser diferente em um universo tão amplo, com diferentes interesses envolvidos. Também há uma desorganização dos atletas (sindicato) e dos técnicos (associação) que interessa apenas a quem quer manter o poder, pois sendo cada um por si fica difícil o surgimento de qualquer oposição organizada.
Independente das forças politicas antagônicas, ninguém é contra a CBB ou vibrará com a desclassificação do Brasil no Pré-Olímpico. Pelo contrário, nós adoramos o basquete e mesmo tendo muitos que são profissionais de outras áreas, estes continuam colaborando com o debate e com a busca de soluções para o caos vigente. Há na CBB alguns dirigentes que acreditam que o indivíduo que deixou de ser atleta (ou técnico ou dirigente) deve se afastar do basquete. Ora, passamos uma parte significativa da vida no basquete e podemos, agora, contribuir com nossa experiência. Se no Brasil não temos a cultura americana de contribuir financeiramente com nossas ex-equipes, tenho certeza que somos torcedores ávidos por vitórias. Mas quando participam de jogos amistosos insignificantes e a diretoria da CBB, através do site e da assessoria de imprensa, começa a divulgar isso cotidianamente como se fosse um grande feito, começamos a nos incomodar com a situação por que a história mostra um Brasil vencedor na véspera do pré-olímpico e derrotado nos jogos que têm validade e importância.
Portanto, se inteligentes fossem e se quisessem dividir responsabilidades, os gênios da CBB criariam um conselho de ex-jogadores, com reuniões mensais, com gente de todos os estados, para absorver as ideias que circulam, multiplicar o campo de ação e elevar a credibilidade da entidade nas cinco grandes regiões do Brasil (anote essa dica, Sr. Carlos Nunes).
Trabalho fechado, escondido mesmo, todos os técnicos fazem. Independente da modalidade. Mas ninguém faz por 60 dias seguidos! E amistoso fechado, como o de ontem? Nunca ouvi falar disso: amistoso secreto! O adversário sabe mais da seleção do que nós, brasileiros.
Penso que isso é uma reserva de mercado que promove a centralização de ações, de conhecimentos, de metodologia de trabalho e reduz a chance dos técnicos brasileiros evoluírem, já que o Sr. Magnano é "O Cara" e todos nós somos insignificantes que não conseguem dirigir a seleção e manter a hierarquia sobre a equipe - não citem o Nezinho, aquilo foi coisa de guri mimado e pai culpado que não soube dar o castigo lá nos tempos de Ribeirão Preto e estourou na seleção. Sei bem como é isso.
Portanto, o planejamento da CBB não está tão bom assim, pelo contrário, pois os problemas com seguros não deveriam ter sido escondidos. Mais ainda: não deveria ter ocorrido. Já terminaram? Leandrinho e Nenê não teriam sido convocados, pois avisaram a CBB que não jogariam. Se fosse um grande planejamento, os treinos estariam ocorrendo em São Sebastião do Paraíso, pelo que me consta a CBB esta pagando pelo uso da estrutura que esta vazia nesse momento (ou estou errado sobre isso?) e os técnicos, brasileiros, teriam livre acesso aos mesmos. Afinal, queremos evoluir com o que o Big Coach Magnano tem a ensinar (ou ele não quer ensinar e perpetuar-se no cargo?).
Por isso o planejamento esta aquém do que deveria ser e do que esperávamos dessa gestão, afinal a grandiosa Brunoro Sports Bussiness é a grande avalista dessa gestão e o que fez constar na Revista da ESPN de que é construtora do "projeto de governo" da CBB a coloca como co-responsável por tudo isso que temos visto e falado (desde a prestação de contas até essa questão do seguro). Aliás evidente mesmo apenas que a Approach é empresa contratada da BS+B e não da CBB (basta olhar o rol de clientes no site da Approach). Por quê?
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