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Seguro fechado, mas não para todos...


A agência Approach acaba de informar que os seguros dos atletas Paulo Prestes, Augusto Lima e Rafael Luz foram pagos e que eles estão aptos a continuar na seleção. Ainda informaram que o seguro do Marcelo Huertas já foi informado pelo Barcelona e que as tratativas estão em andamento com a seguradora.
Sobre o tema o presidente da CBB, Sr. Carlos Nunes, se manifesta na nota da Approach (muito bem, o próprio presidente falando): 
Efetivamos os pagamentos dos seguros dos atletas na terça-feira (09 de agosto). Os valores alcançaram o montante total de R$440 mil, sendo R$40 mil da NBA e R$400 mil da Europa” e acrescentou que “o pagamento dos atletas vinculados ao basquete europeu não pôde ser efetuado antes devido à demora da comunicação dos seus respectivos clubes sobre o valor da apólice, que chegou a esta Confederação no dia 05 de agosto, às 15h00. O seguro do Marcelo Huertas só nos foi informado na terça-feira (09 de agosto), às 02h30 da manhã. O valor total foi encaminhado para uma instituição financeira, que leva até 48 horas para processar a operação.
Boa postura, mas:
  1. O diretor de seleções faz o que mesmo na CBB?
  2. Os demais atletas não possuem seguros?
  3. Ao pagar o seguro do Rafael, do Paulão e do Augusto Lima, a CBB confirma que estes atletas serão utilizados na Copa América, ou seja, Nezinho e Raulzinho estão fora da Copa América/pré-olímpico?
  4. E Splitter, já foi firmado o seguro dele?
  5. Assim como tivemos atletas lesionados na seleção sub-19 que foram cortados na véspera da viagem para o mundial e que não tiveram qualquer suporte da seleção durante o processo de recuperação (pagaram a fisioterapia do próprio bolso), isso ocorrerá com quem se lesionar na seleção adulta? Principalmente os sem-seguros;
  6. Vanderlei disse que não querem fazer seguro para atletas no Brasil? Mas um dos patrocinadores da seleção não é também uma seguradora? 

Criamos duas classes na seleção brasileira: os jogadores que atuam no exterior e tem garantido seus contratos e tratamentos, em caso de lesão, através da pressão exercida pelos clubes que jogam e os jogadores brasileiros, que mesmo no ápice da pirâmide, com conquistas e experiências internacionais, são tratados como atletas de segunda classe e seus clubes desrespeitados.
Mas imploro, me perdoem se estiver falando bobagens e TODOS os catorze atletas possuírem seguro e garantias para seus futuros e seus clubes.

É... Sempre tem uma perguntinha incômoda a ser realizada. Por quê?

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