terça-feira, 13 de setembro de 2011

Eufórico, mas com os pés no chão


Confesso: eu estou eufórico! A classificação bateu fundo em meu coração de basqueteiro, que desde muito cedo sempre viu o Brasil nos Jogos Olímpicos – meus pais investiram no esporte, como saúde, como boas redes de relacionamento, como educação e como distanciamento do mundo do crime, das drogas e da violência, por isso me doeu muito não ver o Brasil em Sydney, Atenas e Pequim e, mesmo em Atlanta 1996, o basquete já não foi bem e focamos apenas na despedida do Oscar, mas ali já mostrava a decadência que nos mantiveram 16 anos longe do palco olímpico.
Não adianta um ou outro leitor postar críticas por eu estar comemorando a classificação da seleção. Para estes tento explicar minha origem e a imensa paixão que tenho pelo basquete que julgo justo querer ter clubes, uma identidade municipal ou mesmo regional para torcer é um desejo que manterei vivo até o último minuto dessa vida. E para concretizá-lo, vejo como necessária a mudança no paradigma administrativo da entidade CBB e na gestão do esporte basquete.
Cabe aqui um parênteses: Nunca planejei ser a voz do basquete brasileiro, por que várias vozes fazem o grito mais alto e retumbante. Manterei meu posicionamento de cobrança e denúncia, como me disse ontem um interlocutor.
E nesse espaço, cabe destacar o que escreveu José Cruz no Blog do Cruz em “A vitória dos atletas e o lado oculto da gestão do basquete”. Leiam o que ele escreveu e saibam que concordo ipsis litera com o que ele expõe em seu artigo.
Vou acrescentar mais uma pergunta aos questionamentos do Cruz, relacionada à declaração do presidente da CBB, Sr. Carlos Nunes, que quer, ter espaço na mídia com Presidente da CBB e como cidadão comum. Ora, o cidadão comum continuaria com sua pequena fábrica de plástico em Pelotas. Mas ele disse, ao final do jogo de domingo (11/9/2011):
Carlos Nunes disse que o cidadão Carlos Nunes não levaria Nenê e Leandrinho [á Londres 2012]. O presidente da CBB, então, não age como cidadão quando gerencia pessoas e os recursos do nosso basquete? Todos sabem o que é o ser cidadão, certo?
Reflitam sobre isso e talvez compreendam por que pessoas como José Cruz, Marcel de Souza e a ESPN Brasil continuam com seus posicionamentos editoriais de elogiar os bons desempenhos, mas sem omitir-se da realidade nua e crua: ainda faltam respostas e mudanças!
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