sábado, 10 de setembro de 2011

Londres 2012: eles conseguiram!


(Foto repetida, mas vale muito!)

"Eu tenho tanto, pra lhe dizer"... Então vou deixar para amanhã e aqui vou colar a postagem do Alberto Murray sobre o basquete brasileiro. Todos sabem quem é Alberto Murray? É, talvez, o único brasileiro que foi a todos as edições dos jogos olímpicos, um defensor do esporte, denunciante das malandragens dos gestores esportivos, especialmente as do COB e do projeto de perpetuar-se no poder colocado em prática por Nuzman na última eleição do COB. Detalhe: ele falou em público e perdeu a cadeira que tinha no COB.
Como é neto de um ex-presidente do COB, conviveu com grandes atletas. Leiam o depoimento dele sobre o basquete.

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ALBERTO MURRAY OLÍMPICO
www.ESPN.com.br/albertomurrayneto


Basquete é o esporte jogado que eu mais aprecio. É o único jogo que segundos podem fazer a diferença. É muito emocionante.
Eu ví e vivi a geração vencedora de Oscar, Marcel, Fausto, Carioquinha, Hélio Rubens, Marquinhos, Ubiratan e tantos outros. Não ví o Brasil ganhar medalha olímpica. Mas a nossa equipe estava invariavelmente entre as 5 forças do basquetebol mundial.
Cheguei a ir à final de campeonato paulista no Ibirapuera cheio, com o público pagando ingresso.
E, claro, tem a geração anterior, de Amaury e Vlamir, que não ví jogar e que é cheia de glórias.
Depois de 96 (quando começou a era Nuzman, apenas para não perder o custume e para que não nos esqueçamos da "coincidência") o basquete do brasil passou a ser um retumbante fracasso, de jogo e de público.
Apareciam bons jogadores aqui e ali, tivemos bons treinadores, mas o jogo em equipe não encaixava. O Brasil passou a virara saco de pancadas de seleções que nunca foram motivo de muita preocupação.
Os jogos dos campeonatos estaduais e do nacional ficavam à míngua da atenção do público e da mídia.
Quando antes sabíamos de cor os números das camisas de cada jogador da seleção, após o início da era Nuzman, o basquete do Brasil passou sua pior época. Um fracasso retumbante.
As próprias estrelas que surgiam davam de ombros para a seleção, haja vista o que fazen Nenê e Leandrinho. A seleção não significava nada nem para eles.
Apesar de todo descaso e falta de apoio, foi com muita luta, muito trabalho e esforço redobrado que, hoje, depois de 16 anos, participaremos, novamente, de um certame Olímpico.
Todo esse grupo de jogadores valentes, Rubem Magnano e sua comissão técnica merecem todos os nossos cumprimentos.
A melhor fase que lí, ou ouvi, nesses dias de Pré Olímpico, vem do próprio Ruben Magnano, na Folha de São Paulo.
"Estão olhando para cima, quando se tem que olhar para baixo", diz o técnico do Brasil.
Para que não passemos outro grande período afastados da elite do basquete mundial, temos que popularizar essa modalidade, de forma a, também como assevera Magnano "quadruplicar o número de crianças no basquete". Não há outra fórmula.
A partir de agora, muito cuidado com uso político indevido dessa vitória.
Este é apenas o recomeço de uma história que, em 1.996, foi abruptamente interrompida.

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