segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mundial, duvido muito?

Carrasco do Brasil, Joseph e seus 28 pontos
   Após essas duas partidas iniciais, duvido muito que nossa seleção chegue até o Mundial de Basquete. É impressionante como atletas que jogam na NBA fazem falta, sem os nossos astros a equipe ficou baixa e forte, e acabou perdendo de equipes muito inferiores.
   Já não bastasse uma derrota para Porto Rico, mesmo que tenha Barea armando e Arroyo no banco, a equipe depende e muito dos seus arremessos do perímetro e se não caí não funciona. Porém, o incrível foi que dominaram os brasileiros no garrafão e mesmo sem ter pivôs de ofício. Como pode isso? Fácil, nossos pivôs são baixos e muito fracos tecnicamente o que facilita a marcação de qualquer adversário. Mas o que é ainda pior, é o fato de estarmos dominando o jogo até certo momento e ao começar a perder o controle, nosso técnico nada vez, esperou estar perdendo para só assim pedir tempo. Isso foi uma vergonha, mas o pior ainda viria.
A dura realidade de nossa seleção
   




   Ontem no horário do almoço (12:30), nossa seleção passou um dos maiores, quiçá o maior vexame dos últimos anos. Ao enfrentar a jovem seleção do Canadá, Magnano conheceu a sua derrota mais vexaminosa como técnico da seleção. Na semana passada uma derrota por 20 pontos para Argentina era a pior do currículo, agora a pior foi a derrota por 91 a 62 (29 pontos de diferença). Um jogo que era para a seleção vencer e fácil, assim como na semana passada, e foi um fiasco. O destaque foi Cory Joseph que anotou 28 pontos, 9 rebotes e 4 assistências, infernizando a defesa brasileira com infiltrações fatais. Essa foi a segunda pior derrota da seleção neste século, ficando atrás apenas dos 110 a 76 contra os Estados Unidos de Duncan, Kidd e companhia em 2003 no Pré-Olímpico. 
O futuro promete ser negro
   O que dá pra perceber é que nosso basquete vai sofrer, sim, vamos sofrer nas próximas temporadas e competições. Necessitamos e muito de atletas de qualidade, e os de melhor qualidade estão na NBA, a exceção de Huertas, mas ele não faz milagre sozinho. Outro ponto relevante é o fato das dispensas da seleção, sei que não adianta muito, mas se eu fosse o técnico e chamasse um atleta que pedisse dispensa, mesmo que fosse o Michael Jordan, eu nunca mais chamava o cara. Onde está a honra de defender a nação? Vão dizer que estão machucados e tal, ou resolvendo problemas contratuais, as lesões até se entendem, mas pelos contratos? Deixa o empresário e vem jogar, é o teu país, não é uma pelada de final de semana. Espero que as gerações futuras tenham mais vontade de defender a seleção, talvez tenhamos mais chances. O que resta agora é vencer o Uruguai e a Jamaica e rezar para terminar em 4° na Copa América, senão Mundial de Basquete só em 2018.
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