quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Brasil, parabéns!

Como eu queria que esta postagem acontecesse no domingo. Não deu. Mas nem por isso me sinto como nos anos 2000... Me sinto como todos nos sentimos após os jogos do Grupo A e após o jogo com a Argentina. Vitorioso.

Começo afirmando que não vi o segundo tempo da partida, logo terá uma reprise e poderei ver onde a maionese desandou. Sim, esta é a analogia: a salada está ótima mas o calor atrapalha e a maionese fica ruim, com potencial de doença. Isto ocorreu em algum momento no segundo tempo, quando o time brasileiro voltou a ser brasileiro, sem autoestima, com medo... Digo isso e indico que estes jogadores, multicampeões em suas trajetórias, superem os preconceitos e façam terapias - perceberam que são vencedores acima de tudo. O resultado dessa ideia é sermos dominantes no Rio-2016 sem sermos prepotentes, como foi a Espanha frente a França no final da noite desse dia 10/9 em Madrid - foi o 11/9 do basquete espanhol, que tudo pode, que vai vencer os EUA e... Olha só, nem na final estará.

Meus conterrâneos, devem estar pensando que foi por um detalhe, um pequeno detalhe e não estão entre os quatro melhores do mundo, depois de anos de desentendimentos, de derrotas acachapantes e desorganização na Confederação Brasileira de Basketball (CBB), quase chegaram lá. É a mais pura verdade! Alguns devem estar pensando que encerraram o ciclo, que não jogarão mais uma Copa do Mundo de Basketball; novamente é a mais pura verdade. Mas entre idas e vindas, posicionamentos fortes e momentos de incertezas em relação a posição dos atletas, me parece justo afirmar que Nenê, Splitter, Varejão, Alex, Marquinhos e Leandrinho vão deixar a marca da revolução do basquete brasileiro ao abrirem as portas da NBA. Outros fortaleceram o vínculo com a Europa (TODOS os brasileiro dessa seleção jogam/jogaram em times europeus) e também abriram a porta para os novos. Alguns ainda jogarão no Rio-2016, mas só os novos estarão em 2019 e estes precisam ampliar suas experiências, jogarem na Europa, trabalharem duro na NBA e não abrirem mão da seleção.

Por este magnífico desempenho, nossa seleção merece os parabéns. Todos dispuseram-se a jogar, eu imagino que o contrato do Leandrinho na NBA foi realizado as pressas, perdendo uma oferta melhor, para poder ter o seguro pago e, portanto, poder treinar logo com o grupo. Temos um armador jovem para os próximos anos, pronto para substituir o Huertas quando necessário e há espaço para outros jovens.

Além disso, junto com os atletas, temos que parabenizar todo o staff por trás do grupo de atletas, da comissão técnica a direção da CBB. Fiz o gráfico abaixo para mostrar o que este grupo vem realizando nos últimos oito anos e acredito que a política esportiva do basquete está no caminho certo. O que temos hoje é melhor do que tínhamos oito anos atrás. Espero que continue assim e que consigamos disputar medalha no Rio-2016 e na próxima Copa do Mundo, em 2019. Resta a CBB, novo planejamento, ampliar as perspectivas para essas competições, fortalecer ainda mais a base. Mais trabalho duro. Mas não há sucesso sem trabalho duro, nem para quem possui talento e acredito apenas nisso.



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