domingo, 23 de agosto de 2015

Heróis do passado: Jason Williams

   Hoje a nossa série vai contar a história de um dos armadores mais sensacionais que já atuou na NBA, Jason White Chocolate Williams, um monstro do controle de bola e dos passes espetaculares. Um cara que você precisa conhecer, se já não conhece.
   Williams começou a jogar basquete na extinta, DuPont High School em Belle, onde jogou pelos Panteras em 1994, levando sua equipe para o campeonato estadual onde perderam nas finais. Ele tornou-se o único jogador da história de sua equipe a anotar 1000 pontos e 500 assistências.
   Na universidade ele jogaria por Providence, mas escolheu a Universidade Marshall depois que o técnico de Providence, Rick Barnes foi para Clemson. Em Marshall jogou para o técnico Billy Donovan, onde anotou em sua primeira temporada 13.4 pontos e 6.4 assistências por jogo. No verão de 1996, quando Donovan aceitou o cargo de técnico principal na Florida, Williams decidiu seguir seu técnico e foi junto com ele para os Gators. Depois de ficar um ano fora, segundo o regulamento da NCAA, Williams tornou-se o armador titular, estabelecendo um recorde de assistências para a equipe, com 17 assistências. Em 1998, foi suspenso para o resto da temporada por uso de maconha, motivo também de algumas suspensões anteriores.
O começo da carreira
   Com a suspensão da Universidade, Williams decidiu tornar-se elegível para o Draft da NBA. Em 1998 ele foi a 7° escolha, selecionado pelo Sacramento Kings. Em seu ano de estreia, os Kings contavam com um elenco que tinham os recém chegados Chris Webber, Peja Stojakovic e Vlade Divac, tornando-se um contender de Playoffs. Nesse ano, a sua camiseta número 55, foi uma das mais vendidas da liga. Em julho de 2000 foi suspenso para os primeiros cinco jogos da temporada 2000/01, por violar suas obrigações no programa da NBA de tratamento anti-drogas. Em 2001 os Kings negociaram Williams e Nick Anderson com os Grizzlies, por Mike Bibby e Brent Price. Em 2002, o técnico Hubie Brown foi contratado e a franquia melhorou seu recorde com 28 vitórias a mais que no ano anterior.
Seu único título 
   Em 2005, Williams e seu companheiro de equipe James Posey foram dois dos treze jogadores envolvidos no maior comércio de jogadores da história, indo para Miami em troca de Eddie Jones. Ele começou como titular na temporada 2005/06 para o Heat, e nos Playoffs, até ficar de fora por uma lesão no joelho. No jogo 6 das finais anotou 21 pontos e acertou 10 de 11 arremessos tentados. Nessa temporada foi campeão da NBA, tendo médias de 12 pontos 5 assistências por partida nos Playoffs. Na temporada seguinte jogou apenas 61 partidas, sendo titular em 55, por conta de lesões. Teve médias de 10.9 pontos e 5.3 assistências, médias que caíram nos Playoffs, culimando na varrida para os Bulls na primeira rodada.
   Na temporada 2007/08 jogou 67 partidas, com médias de 8.7 pontos e 4.6 assistências, com 41,5% de aproveitamento dos arremessos, 86,3% dos lances-livres e 35,3% das bolas de três. Anotou 34 pontos contra o Magic acertando cinco bolas de três, e teve dois duplos-duplos na temporada, ambos com 21 pontos e 10 assistências. Em 2008 acertou um acordo com os Los Angeles Clippers, a princípio de um ano, mas anunciou sua aposentadoria por conta das lesões. Em 2009 saiu da aposentadoria e assinou com o Orlando Magic, por um ano, depois reassinando o contrato. Voltou para Memphis dia 7 de fevereiro de 2011, mas dia 18 de Abril anunciou oficialmente a sua aposentadoria.
   O que mais chama atenção em Williams não são suas médias (10.5 pontos e 5.9 assistências), mas sim o seu estilo de jogo, chamado na época de jogo de rua, com passes mirabolantes. Ele constantemente dava assistências sem olhar, do meio da quadra, pelas costas, o que não se via com tanta frequência. Ele tinha um estilo de jogo agressivo, e que infelizmente as vezes não agradava os técnicos, por exemplo contra os Lakers nos Playoffs de 2000 ficou de fora do último período em praticamente todos os cinco jogos da série. Ainda assim, o jogo de Williams é inigualável, não via nenhum atleta com tamanha visão de jogo e precisão com passes nada comuns, ele é um monstro, um dos grandes da história.
   Abaixo alguns lances da fera.

   

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