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Rá Tim Bum FUnBa! FUnBa! FUnBa!!!

Sábado voltei à quadra. Sensação indescritível! O que me surpreende foi o verdadeiro espírito de autossuperação e de confraternização com o adversário – me superei, acredito, por que as dores musculares ainda são sentidas em todo meu corpo. Não infartei, como a expectativa dos mais pessimistas, mas embriagado da endorfina que foi produzida nos momentos que tentei quicar a bola ou driblar ou pontuar como pivô e ainda sinto o efeito da serotonina produzida pela alegria de estar ao lado de velhos e bons amigos. Sim, faltaram muitos e sentimos a falta de tantos que não puderam estar lá no SESC Campestre de Porto Alegre neste histórico 15/08/2015.
Lucas, Guilherme, Árbitros, FUnBa Mirim, Marrecas-PR, ABPA, FUnBa-TRT e Julia (de costas!).
Mas do que falamos hoje? Falamos da paixão pelo basquete, do reencontro de atletas, agora veteranos e podemos estender uma lembrancinha aos "fazedores de políticas públicas" pelo desenvolvimento incipiente desta área em projetos básicos, quiçá qualquer ação que desenvolva e fortaleça o lazer dos cidadãos de meia idade.
Como de praxe, as iniciativas partem de grupos sociais distintos e, neste processo, um grupo de amigos que jogaram basquete nos anos 1980, resolveu partir para a ação promovendo a atividade física através do esporte e mobilizando colegas de outrora. Dissemos: "hein, você é importante em minha vida"! E isto transformou-se no 1º Encontro de Basquete da FUnBa (EBaF), sem desconsiderar as mobilizações que outros colegas tem promovido em nossa cidade natal, Bagé-RS, e que atrai ex-jogadores de nossa adolescência. Queremos, mesmo, é que todos entrem em ação, pratiquem o velho e bom basquetebol, compartilhem a alegria da vida de todos e elevem a qualidade de suas vidas com muita saúde. Vencer foi um objetivo presente, mas sabiamente não foi o objetivo central ou o único objetivo – e isto mesmo quando pressionei a arbitragem, pois foi para não perder o costume.
Carlos Roberto Ocaña "Paquito", Gerson Moraes, Cesare Marramarco (ao fundo Reginaldo Moraes)
Assim, sob a liderança do competente Marcelo Afonso, confraternizamos e homenageamos nossos técnicos de outrora (Cesare Marramarco e Carlos Roberto Ocaña – o Paquito), destacando a importância destes em nossas vidas, muito além dos jogadores que éramos ou poderíamos ter sido, mas da contribuição na formação dos cidadãos que nos tornamos. Outros profissionais também merecem tal homenagem e a receberão no próximo encontro, já que a trupe irá ao encontro deles em outubro/novembro.
Guilherme e Luciano Gomes
Sei que em outros estados há um basquete de veteranos e aqui no RS a ABPA, vencedora do 1º EBaF, têm mobilização de longa data e o pessoal de Santa Cruz do Sul mantém-se ativo reunindo ex-jogadores e, vejam só, participando de JIRGS e campeonatos estaduais com parte da geração dos anos 1980 - resta saber se eles são excepcionais jogadores ou o basquete gaúcho estagnou... Entretanto, mais do que competição - seria ingenuidade negar que ela está presente, mas atenuada pela confraternização e gratidão - vale o reencontro, a aproximação de antigos amigos, o surgimento de novas amizades e a exaltação da paixão pelo basquete que, para minha surpresa, está em nossas vidas proporcionando felicidade. Este sentimento motiva nossas vidas para além do evento, para as coisas que fazemos em nossas vidas, em nossos diferentes caminhos.
Coração recebido de Júlia :)
Não dá para deixar de lado a curiosidade dos filhos dos meus amigos – aqueles muito jovens. Curiosidade pura! Até a Júlia foi conhecer o Chocolate e me deu este coração que ilustra a postagem. Quem sabe novas gerações de basqueteiros/basqueteiras surjam daí? Júlia tem basquete no sangue: o pai Gerson e os tios Reginaldo e Ricardo foram grandes atletas de nossa equipe e uma prima mais velha integrou recentemente seleções gaúchas. Dicas e estímulos não faltarão! O Marcel Loguércio ficou feliz ao ver seu pequeno Theo radiante na volta da quadra. E o Guilherme, filho do Luciano "Dente" Gomes, caracterizado com o mesmo uniforme retrô da FUnBa? Melhor foi ver o Lucas, filho do Marcelo “Gordo” Afonso, pronto para o futsal, mas no fim estava lá na quadra arremessando e jogando com o Guilherme... Isto foi sensacional!!!
Enfim, estamos todos felizes, mobilizados e prontos para o próximo encontro. E você, leitor, quando vai reencontrar velhos amigos e jogar um bom basquetebol? Já joga? Conta para gente divulgar o que ocorre de basquete veterano pelo Brasil.
Cláudio Gonçalves, Sérgio Cóssio, Marcelo Afonso e o "manto sagrado" da FUnBa.

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