segunda-feira, 11 de julho de 2016

Heróis do passado: Bernard King


King foi um astro no Tennessee
   Hoje relembraremos a história de Bernard King, uma lenda do basquetebol que fez história em Nova Iorque, também de muito sucesso na Universidade do Tennessee, um membro do Hall da Fama que merece ser lembrado.
   King atuou por três anos no Tennessee onde teve médias de 25.8 pontos, 13.2 rebotes e 2.1 assistências, com 59% de aproveitamento dos seus arremessos. Em todas as temporadas foi eleito o Jogador do Ano SEC. 
   Com tanto destaque assim na NCAA foi selecionado na 7° posição do Draft de 1977, pelo New York Nets. Ele foi o grande ala pontuador da NBA nos anos 80, com seus longos braços e um arremesso de rápida execução foi um excelente pontuador. Logo em sua primeira temporada já estabeleceu um recorde, o de maior número de pontos anotado em uma temporada (1909) com média de 24.2 pontos, recorde que ele mesmo quebraria em 1983/84 com 2027 pontos. 
Chegou fazendo história no Nets
   Depois de dois anos com os Nets foi jogar em Utah, e duas temporadas no Golden State Warriors. Aos 26 anos voltou a Nova Iorque, agora New York Knicks, onde fez muita história. Em 1984 jogando fora de casa contra o Spurs, tornou-se o primeiro jogador desde 1964 a anotar 50 pontos em jogos consecutivos. Na temporada seguinte, na noite do Natal, King anotou 60 pontos em uma derrota, tornando-se o 10° atleta a marcar 60 pontos em uma partida. Infelizmente no auge de sua carreira sofreu uma lesão grave em sua perna direita, enquanto tentava bloquear Reggie Theus do Kansas City Kings, ele fraturou a perna, rompeu o ligamento cruzado anterior e dilacerou a cartilagem do joelho. Para a sua recuperação perdeu toda a temporada de 1985/86, e nesse momento, nenhum atleta da NBA tinha retornado a jogar após uma cirurgia de uma lesão que poderia encerrar a carreira, e sem jogar a tanto tempo.
King o verdadeiro King da NBA
   Em seu tempo nos Knicks liderou a equipe aos Playoffs duas vezes, em 1982/83 e 1983/84, sendo varrido nas semifinais de conferência em 1982/83 e em 1983/84 novamente nas semifinais por 4 a 3.
   Ele se recuperou e retornou com boas médias, 22.7 pontos e 5.3 rebotes, mas infelizmente já não era mais o jogador explosivo de sempre e foi dispensado no final da temporada. Depois de ser mandado embora pelo Knicks foi jogar no Washington Bullets, onde teve quatro temporadas de ascensão, anotando em média 17.2, 20.7, 22.4 e 28.4 pontos, conseguindo chegar aos Playoffs na temporada 1987/88. Atuando praticamente duas temporadas inteiras 1988/89 e 1989/90 (81 e 82 jogos respectivamente), King tinha provado que sua durabilidade e habilidades continuavam, ao contrário do que a maioria pensava.
   Afastou-se na temporada 1990/91, na época como terceiro cestinha da NBA e All-Star pela última vez. Depois de um ano e meio em off, voltou para o New Jersey Nets, atuando em 32 partidas com médias de 7 pontos e 2.4 rebotes, as piores marcas de sua carreira, e com os problemas no joelho incomodando novamente, decidiu aposentar-se.
Bullets e um renascimento



   King deixo a liga como 4 x All-Star, 2 x All-NBA Primeiro Time e Cestinha da NBA na temporada de 1984/85, com médias de 22.5 pontos, 5.8 rebotes e 3.3 assistências, entrando para o Hall da Fama em 2013. Com certeza o ala foi um dos grandes nomes da história, um exímio cestinha e de qualidade absurda, mais um astro que se aposentou sem vencer um título. Merece nossa homenagem com certeza.
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