Pular para o conteúdo principal

Heróis do passado: Kevin Johnson

Passagem memorável pela NCAA
   Chegando mais um texto quentinha da nossa série, hoje relembramos a brilhante carreira de Kevin Johnson ídolo do Phoenix Suns, atleta dos anos 90 que tinha um incrível potencial. Foi um atleta que teve sucesso por onde passou e quase jogou beisebol, mas optou pelo basquete e acertou na escolha. Não conhece o craque? Chega mais.
   Kevin Johnson começou  a jogar basquete em Sacramento High School, onde também era atleta de beisebol. Em seu último ano, foi o cestinha da Califórnia com 32.5 pontos de média e eleito o jogador do ano do norte da Califórnia. Com um sucesso tão grande nos esportes conseguiu uma bolsa para estudar na Universidade da Califórnia, ele foi um dos grandes nomes da história da universidade. 
Uma temporada no Cavs apenas
   Johnson atuou por quatro anos e teve médias de 14 pontos, 4.4 assistências e 3.6 rebotes, foi duas vezes eleito para o Primeiro Time da Conferência Pac-10, levou a equipe a duas aparições seguidas no NIT (1986 e 1987) e foi o primeiro atleta da conferência a anotar um triplo-duplo. Quando deixou a equipe para ingressar na NBA, era o líder de todos os tempos assistências, roubos de bola e pontuação e em 1992 tornou-se o primeiro jogador a ter seu número aposentado (#11).
   Ele jogava beisebol junto com o basquete, em 1986 foi selecionado pelo Oakland Athletics na 23° posição do Draft. Depois de jogar algumas partidas com a equipe da Minor League de Modesto, desistiu do beisebol e dedicou-se ao basquete, pois achava o caminho para a profissionalização mais fácil com a bola laranja. 
   No ano seguinte, 1987, foi selecionado na 7° posição do Draft da NBA pelo Cleveland Cavaliers. Ao ser selecionado a ideia inicial era que fosse disputar posição com Mark Price, mas não aconteceu e ele acabou sendo reserva por quase toda temporada. Em seu primeiro ano foi titular em 28 jogos e teve médias de 9.2 pontos, 5.5 assistências e 2.4 rebotes em 24 minutos de jogo. Na metade da temporada seguinte foi negociado com o Phoenix Suns, sendo enviado juntamente com Mark West, Tyrone Corbin e uma escolha do Draft, em troca de Larry Nance, Myke Sanders e uma escolha do Draft.
   A mudança de cenário foi o salto que faltava para alavancar a sua carreira, Johnson tornou-se peça chave na equipe do Suns e em sua primeira temporada com a nova equipe teve médias de 20.4 pontos, 12.2 assistências e 4.2 rebotes e 50,5% de aproveitamento dos arremessos. Com esses números juntou-se a Magic Johnson e Isiah Thomas como únicos jogadores da história com médias de pelo menos 20 pontos e 12 assistências. 
Nova vida com o Suns
   Sua rápida evolução lhe rende o título de MIP da temporada 1988/89, sendo a primeira de três temporadas consecutivas de pelo menos 20 pontos e 10 assistências, colocando-o novamente em uma seleta lista com Oscar Robertson e Isiah Thomas. Ele foi a mudança da franquia, entre 1989 e 1995, o Suns foi a franquia que mais venceu partidas na temporada regular com 394 vitórias, uma média de 56 e nunca menos que 53, única franquia a vencer pelo menos 50 jogos nesse período. 
   Ele foi aos Playoffs em todas as temporadas da carreira com exceção da primeira, ele levou os Suns a um recorde de 62-20 e chegou as finais da NBA onde perdeu para o Bulls de Jordan. No jogo 3 estabeleceu o recorde da NBA em minutos jogados em uma final, com 62 minutos no jogo 3 em três prorrogações. 
Um dos grandes nomes dos anos 90
   Johnson teve duas hérnias não diagnosticadas, uma em 1992 e outra em 1995, só foram saber delas em 1996, quando as trataram. Após a temporada 1997/98 aposentou-se mas voltou na temporada 1999/00, para substituir Jason Kidd nos Playoffs, os Suns avançaram mas foram eliminados pelo Lakers na segunda rodada e Johnson deixou as quadras de vez.
   Kevin Johnson foi um dos grandes armadores dos anos 90, ele teve médias de 17.9 pontos, 9.1 assistências e 3.3 rebotes em 13 temporadas na NBA. Foi 3 x All-Star, 4 x All-NBA Segundo Time, MIP de 1989 e teve seu número (7) aposentado pelo Suns. Com toda certeza uma carreira respeitável. 


Comentários

Mais Visitadas

Dikembe Mutombo, o Humanitário

Quem viu a NBA nos anos 1990 lembra de Mutombo, o jogador de 2,28m, pra gonário do África e que foi estudar nos EUA, mas acabou na NBA. Mutombo se aposentou em 2009, mas apenas das quadras.. .  Dikembe Mutombo nasceu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como o sétimo de dez filhos de Samuel e Biamba Marie Mutombo. Em 1987, ele foi para os Estados Unidos com uma bolsa acadêmica para estudar na Georgetown University, em Washington, DC. O objetivo era seguir uma carreira médica, mas seu talento chamou a atenção do treinador John Thompson, que o convidou para fazer parte do time da universidade. Com 2,18 metros de altura, Mutombo logo se destacou, mas concluiu a graduação. Desculpa, graduações - Linguística e Diplomacia - e tornou-se, ao longo do tempo, poliglota, dominando nove idiomas, entre eles cinco africanos. Mutombo ficou na NBA por 18 anos, após ser draftado pelo Denver Nuggets, em 1991, na quarta posição. Sua última temporada foi representando o Houston Roc...

Educação Física e Esporte

 O esporte só atinge a maioria dos adolescentes se a Educação Física Escolar existir com qualidade, infraestrutura, inclusão e equidade. por antoniodivico . De Visualmente .

Caipiras são tricampeões: parabéns, Franca Basketball

 Sem basquete forte no RS, sempre mantive uma paixão pelo basquete de Franca. Exatamente por ser uma equipe forte e do interior, como eu. Confirmei minhas observações, nos momentos finais de Hélio Rubens à beira da quadra, o que muitos de SP já sabiam: Helinho o substituiria com maestria. Este texto, de Bota, circula pelas redes e merece ser multiplicado. O faço aqui, sem sua permissão, pela clareza de ideias, pela contextualização histórica e como homenagem a Franca. As fotos são do Instagram do @helinhobasket Lá vem esses caipiras metidos a besta, outra vez… Se vocês não sabem, pois fiquem sabendo é assim que nós Francanos somos chamados, pelos invejosos Brasil afora: “Caipiras metidos a besta”.  Houve um tempo que ser do interior, era ser atrasado, muita coisa a gente nem ficava sabendo, os moradores das capitais, vinham passar as férias aqui e traziam as novidades, e sempre se colocavam como melhores que a gente. Muita gente foi embora de Franca, pois não se conformava em ...

RSS do Mais Basquete