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A era das panelas?



   A era das panelas é a que estamos vivendo? Não vou julgar se LeBron ou Durant são paneleiros, ou qual deles é mais paneleiro, me refiro aqui apenas ao fato de ultimamente para ser campeão na NBA seja necessário formar super times.

   Na temporada passada tínhamos um grande equilíbrio na liga, com boas duplas espalhadas entre as franquias como LeBron e AD, Kawhi e Paul George, Jokic e Murray, Gobert e Mitchel, Simmons e Embiid, Tatum e Brown, Adebayo e Butler. Todas essas duplas tornaram suas franquias competitivas, tanto que Miami Heat e Lakers foram a final da liga, entretanto para essa temporada notamos uma tendência que já conhecemos a certo tempo.

   As famosas panelas como chamam os fãs de esporte, tivemos várias nos últimos anos, Lakers de Kobe, Nash, Howard; Lakers de Kobe, Shaq, Malone, Payton; Heat de LeBron, Wade e Bosh; Celtics de Pierce, Garnett e Allen; Cavaliers de Lebron, Love e Irving; Warriors de Curry, Green, Thompson e Durant; e os atuais times dos Lakers e Nets que chegaram ao nível mais elevado de uma panela.

   Muitos vão dizer que o Lakers não era panela até o Drummond chegar, mas se levar em conta que pegaram o melhor sexto homem da temporada passada (Harrell) um armador titular em OKC (Schroder) e Marc Gasol se formou uma panela, e agora a tampa foi a chegada de Drummond. Na conferência leste Durant e os Nets montaram a maior panela que vimos na história, com Irving, Harden, Griffin, Aldridge e DeAndre Jordan, algo muito absurdo.

   Certamente Lakers e Nets são os favoritos incontestáveis, se nada de errado acontecer a final está aí. Esse texto não é para defender o passado, ou saudosismo, apenas trata de um questionamento e reflexão. Pra quem acompanha basquete a pouco tempo, especificamente a NBA, houve uma troca que a liga não permitiu porque julgou ser algo que acabaria com a competitividade da liga.

   Em 2011, David Stern vetou uma troca que levaria Chris Paul para o Lakers ao lado de Kobe Brant, mas troca criaria uma panela como as de hoje em dia, apenas juntaria os dois astros. Os Hornets (atual Pelicans) receberiam Lamar Odom, Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic, os Rockets ficariam com Pau Gasol. O comissário na época sofreu pressão de Mark Cuban e Dan Gilbert, que disseram que CP3 e Kobe juntos iriam acabar com o equilíbrio da liga e prejudicar o mercado.

   Então vamos analisar a temporada atual, porque o comissário não interviu em nenhuma dessas panelas anteriores citadas e dessas últimas duas de Lakers e Nets? Porque em 2011 vetaram dois All-Star juntos, mas hoje permitem equipes com quatro, cinco ou seis All-Star sem nem pensar se isso vai ou não tornar a liga previsível ou tediosa? Os dirigentes não reclamam mais das panelas formadas?

   Quando tivemos quatro finais consecutivas entre Warriors e Cavaliers, todos já sabíamos que as duas equipes se enfrentariam dada sua superioridade perante as demais. Agora estamos vendo isso acontecer novamente, pois se Nets e Lakers se mantiverem com esses atletas as finais serão sempre as mesmas (teoricamente, salvo lesões), o que eu realmente acreditava muito chato entre Cavs e Warriors, pois acabou com a competitividade da liga.

   No passado, de maneira geral, até nas épocas de dinastias (Lakers, Celtics e Bulls), a grande maioria das equipes eram formadas por boas duplas, talvez trio de atletas e isso sempre manteve a liga competitiva e imprevisível. A NBA pode se tornar algo chato, mas não entendo mesmo a inércia dos dirigentes e Adam Silver, provavelmente seria taxado de Hater ou até mesmo de saudosista. Mas me diga se uma liga com duas equipes dominantes em trinta é mais legal que uma com dez, doze tendo chances de título.

 

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